O ato começou pouco depois das 09h, tendo o Marco Zero como ponto de concentração. De acordo com site Conexão Política, o evento foi organizado pelo produtor cultural Paulo Kémmer. Segundo ele, a pauta central da mobilização girou em torno do voto impresso auditável, que teve a votação do parecer do relator Filipe Barros (PSL-PR) adiado.
A suspensão foi fruto de uma articulação da base governista, que visa fazer os devidos ajustes no texto até a próxima sessão ordinária.
Com isso, apoiadores da PEC 135/2019 estão agendando manifestações de ponta-a-ponta do país em defesa da pauta, cuja autoria é da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Ainda sobre o ato deste domingo, o grupo percorreu várias vias da cidade do Recife, encerrando as atividades no bairro da Jaqueira, localizado na Zona Norte.
Estima-se que cerca de 500 pessoas marcaram presença no protesto. Um dos participantes da ‘bicicletada patriótica’ foi o jovem Mateus Henrique, fundador e líder do Direita Pernambuco.
Ao falar sobre os próximos encontros, ele destacou que a capital pernambucana vai aderir ao ato pró-voto impresso auditável do dia 1 de agosto, previsto para ocorrer em âmbito nacional.
Nas redes sociais, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das entusiastas da PEC, divulgou uma convocação do ato por meio de um vídeo com o relator da proposta na comissão, Filipe Barros.
Como funcionaria o voto impresso auditável
1] O texto prevê que em eleições, plebiscitos e referendos seja “obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas, de forma automática e sem contato manual, em urnas indevassáveis, para fins de auditoria”.
2] O cidadão continuaria exercendo o voto normalmente por meio da urna eletrônica. A diferença é que, após confirmar o voto, uma cédula com o nome do candidato seria impressa e depositada em um recipiente transparente e lacrado. A cédula ficaria visível ao eleitor e funcionaria como um comprovante.
3] Sem nenhum tipo de contato manual com a cédula impressa, o eleitor faria a conferência se o nome, número e informações são do candidato no qual votou. Se sim, confirmaria o voto pela segunda vez. Contudo, ele não levaria consigo a cédula impressa, pois esta permaneceria na seção eleitoral.
4] As cédulas impressas serviriam para auditar a eleição, caso necessário. O processo de auditoria poderia ocorrer por amostragem, quando houver contestação.
A impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o país deve custar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos dez anos.

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