Na entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido nesta quinta-feira, 25, pela RedeTV! (leia mais aqui), o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), projetou que a eleição presidencial de 2022 será polarizada entre Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula recuperou seus direitos políticos após decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todas as condenações do petista na Lava Jato. Nesta semana, a Segunda Turma da Corte concluiu o julgamento do ex-juiz Sergio Moro e, por 3 votos a 2, o considerou suspeito nos processos relacionados a Lula.
Indagado por Rodrigo Constantino, colunista de Oeste, se a volta de Lula ao jogo político exercia alguma influência na agenda política em Brasília, Barros respondeu: “Na agenda, não tem influência. Tem influência, sim, na composição das forças para 2022. O presidente Bolsonaro deseja manter uma base de apoio. O ex - presidente Lula já foi apoiado pelo centro e tem boa relação com os partidos”.
O líder do governo entende que a disputa ficará restrita ao atual e ao ex-presidente. “A tendência atual é polarização: Lula e Bolsonaro. Os outros dez candidatos vão dividir um espaço e não conseguirão levar alguém para o segundo turno. As outras candidaturas ficam praticamente inviabilizadas”, avalia.
Ricardo Barros afirmou ainda que Lula “é muito competitivo”, mas Bolsonaro é o grande favorito à releeição. “A lembrança do governo [Lula] pela população é boa, mas ele tem um grande passivo pelos ataques que sofreu. E o presidente Bolsonaro é o franco favorito porque tem o governo na mão. Terminada essa pandemia e com todos vacinados até o final do ano, 2022 será um ano de prosperidade, o que deve favorecê-lo.”
Via, Revista Oeste

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